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Wrap Up Semanal

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Brasil

Bolsonaro suspenda o programa  Renda Brasil

A expectativa do mercado em relação as medidas expansionistas acabaram sendo frustradas na última terça-feira (25), após semanas de muita tensão entre o presidente e o Ministro da Economia.

O Presidente Bolsonaro, suspendeu a proposta do Renda Brasil, segundo ele, não se pode tirar do mais pobre para dar a paupérrimos. Esse sacrifício para viabilizar o orçamento do programa Renda Brasil, cancelaria o atual abono salarial, benefício que hoje contempla aproximadamente 12 milhões de brasileiros.

Em conferência promovida pelo instituto aço Brasil, na última sexta-feira (28), o ministro da economia afirmou:

“O salário de 75% dos brasileiros que estão na CLT é abaixo de 1,5 salário mínimo [R$ 1.567,50], então realmente [acabar com abono] é tirar da base de trabalhadores brasileiros e passar para o que está desempregado, que está pior ainda, mas essa era uma das possibilidades que estavam sendo examinadas”.

Nos bastidores da política, o movimento do presidente foi apoiado por diversos representantes do poder público, inclusive o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia disse que na visão dele, o próprio presidente fez a análise correta.

Como consequência, o desalinhamento do governo acabou repercutindo negativamente no mercado financeiro, -1.46% na quarta-feira (26), após pronunciamento do presidente sobre a suspensão. Mesmo assim, a bolsa fechou a semana com alta de 0.61%. O índice ficou com 102.347,05.

 

Moedas internacionais e o impacto no câmbio

Desde o início da pandemia gerada pelo novo coronavírus, o euro teve uma valorização de 12%. Essa ascensão abrupta é o resultado de sólidas políticas econômicas implementadas na União Europeia. O dólar, por sua vez, não sofreu o mesmo impacto positivo, pois o mercado ainda espera o resultado da eleição americana e a expectativa de continuidade de juros baixos nos Estados Unidos, o que enfraquece a moeda.

Diante deste cenário, é esperado um aumento de volatilidade entre a taxa de câmbio euro e dólar. O Goldman Sachs prevê que a moeda europeia aprecie frente ao dólar, chegando a um patamar de US$ 1.25 para € 1.00. O mercado já começa a empregar o título de “rei das moedas” para o euro. Isto se deve, principalmente, pelo aumento na demanda do euro, já que há inúmeras incertezas sobre o que virá nas eleições americanas marcadas para novembro. Ainda mais, caso o candidato à presidência, Joe Biden vença as eleições, o mercado projeta um enfraquecimento do dólar vis a vis a política sustentada pelo referido candidato. Ela é centrada em aumentar impostos para os mais ricos e aumentar gastos federais, almejando incentivar o crescimento econômico americano. Logo, o mercado aguarda os resultados da eleição e como os países se comportarão frente aos impactados gerados pela pandemia do coronavírus.

 

Pagamento da prestação de dívida é prorrogado em 6 meses, diz Caixa

A Caixa Econômica Federal, braço do governo federal para emissão de crédito imobiliário e políticas sociais, elevou o prazo de 90 para 180 dias para suspensão do pagamento da prestação de dívidas. O anúncio foi feito na última sexta-feira e é válido tanto para pessoas físicas como jurídicas, buscando estimular os microcréditos; Crédito Auto e contratos de renegociação. Tal medida foi adotada em virtude da paralisação da economia. Vale destacar, que para ser elegível a este modelo, o indivíduo ou instituição precisa provar que está efetuando o pagamento de suas dívidas na data acordada, ou ainda com até 50 dias de atraso, no máximo. Para aqueles que já haviam solicitado o pedido de prorrogação de suspensão por 90 dias, será facultado uma nova prorrogação por mais 90 dias. E, para aqueles que ainda não solicitaram a prorrogação de prazo, poderão fazê-lo pelo prazo de até 180 dias.

Internacional

Shinzo Abe renuncia novamente

O primeiro ministro do Japão acusa problemas de saúde. Shinzo Abe já renunciou o posto de líder do congresso japonês em 2007, alegando problemas por conta de uma colite ulcerativa crônica. O problema foi diagnosticado na adolescência de Abe e vem se arrastando desde então; novamente o primeiro ministro apresentou as mesmas complicações de quando se afastou do governo pela primeira vez em 2007.

Shinzo Abe sai de seu posto em meio a um momento delicado para o Japão. O país vem superando a crise da COVID-19 e caminha para uma recuperação econômica, mas ainda depende da vacina. Além disso, nenhum substituto para o cargo de primeiro ministro foi nomeado, até o momento. Em 2007, a renúncia de Abe levou Yasuo Fukuda ao poder.

Argentina: quarentena, depressão e dívida com FMI

O país vive a maior quarentena do planeta. O país já com 392 mil casos confirmados no país, mesmo estando em quarentena desde 20 março. Frente a este cenário, o presidente Alberto Fernández declarou mais três semanas de quarentena, totalizando 184 dias. A expectativa é que o país diminua o número de contagiados, que passaram de 11.717 dentro de 24 horas.

Neste cenário, a Argentina já desenvolveu problemas mais longos que a COVID. A população vem apresentando diversos quadros de depressão profunda e estresse, estima-se que os casos tenham quintuplicado desde o início da quarentena; a crescimento de problemas relacionado a bebidas alcoólicas também foi relatado.

Além disso, o país busca renegociar uma dívida como FMI. Atualmente, a Argentina acumula uma dívida de US$44 bilhões com o Fundo Monetário Internacional, a dívida foi contraída durante o governo de Mauricio Macri. O atual presidente já afirmou que o país não tem condições financeiras de quitar a dívida, por isso, enviou uma carta diretamente para o FMI alegando que a Argentina vive um momento de “grandes necessidades” e busca iniciar discussões de renegociação.

Principais índices financeiros


Bolsa

Após mais uma semana turbulenta para os ativos de renda variável aqui no Brasil, o Ibovespa encerrou o pregão aos 102.143 pontos, o que representou leve alta de 0,61% no acumulado dos últimos 5 dias úteis. 

 

Apesar de um início de semana difícil, com rumores pessimistas tanto no cenário externo quanto externo, notícias relacionadas a falas do presidente do Fed, Jerome Powell, que anunciou não estar mais comprometido com uma meta anual de inflação abaixo de 2% no país norte-americano, o anúncio pode indicar um período mais longo de juros baixos por lá. Além disso, o Fed falou que continuará monitorando os preços, mas que se por algum acaso, o preço subirem um pouco mais do esperado, ainda não será motivo de preocupação para a autoridade monetária.

 

Já no cenário doméstico, tivemos rumores apontando que foi definido o valor das próximas parcelas a serem pagas pelo auxílio emergencial do governo até o final do ano, o novo valor definido é de R$ 300. O presidente Jair Bolsonaro e o Ministro da Economia, Paulo Guedes estiveram reunidos com outros ministros do governo durante a semana com o objetivo de discutir a viabilidade financeira dentro do testo dos gastos do novo programa Renda Brasil.

 

 

Sexta feira, o presidente do Fed, Jerome Powell, anunciou que não está mais comprometido com uma meta anual de inflação abaixo de 2%. Fed falou que continuará monitorando os preços, mas que se por algum acaso, o preço subirem um pouco mais do esperado, ainda não será motivo de preocupação para a autoridade monetária.

 

Dólar

No fechamento semanal, a moeda americana registrou queda de 3,42%. A grande surpresa foi a alta desvalorização de sexta-feira, onde o dólar se desvalorizou 2,93% em relação ao real, encerrando o dia cotado a R$ 5,41. Esta foi a maior desvalorização diária do dólar dos últimos 3 meses.

 

Analistas de mercado atribuem a queda no preço da moeda norte-americana ao tom da fala de Powell, que foi interpretada pelo mercado como um período mais longo de taxas de juros baixas e de políticas monetárias expansionistas. O que fez com que os investidores migrassem seu capital de moedas e renda fixa nos EUA para ativos de renda variável. 

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