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Wrap Up Semanal

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Brasil

Acusado por corrupção, Fabricio Queiróz é preso; mais um ministério tem troca

O número de semanas com a instabilidade política forte, sendo cada vez mais foco da mídia, segue aumentando. Ao decorrer da última semana, o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiróz, foi preso.

Ele foi encontrado escondido na casa de Frederik Wassef em Atibaia, advogado próximo da família Bolsonaro. Queiróz residiu lá por aproximadamente um ano, e havia previamente um plano já feito para uma fuga do país com sua esposa e filha. No entanto, o esquema que havia sido programado para ser efetivado no começo deste ano, foi cancelado devido a morte do articulador, Adriano Nóbrega. Nóbrega faleceu em um conflito de uma ação policial na Bahia que ocorreu no início do ano.

A acusação de Queiroz é de envolvimento em corrupção, especificamente com o esquema das “rachadinhas”, aplicado no governo do Rio de Janeiro. Tal ato consiste em organizar que os assessores parlamentares voltem parte de um capital para o deputado para o qual trabalham. O esquema movimentou R$ 2,3 milhões no Estado, e ocorreu durante o mandato de Flávio Bolsonaro como deputado.

Após o escândalo, Bolsonaro tomou uma posição mais contida, e foi recomendado o afastamento da família do advogado Wassef.

Na mesma semana, mais um Ministério sofreu uma mudança no cargo principal. Com os desgastes da relação do Planalto com o STF chegando ao ápice, Abraham Weintraub precisou deixar o Ministério da Educação. O ex-ministro começou a ter mais atenção ainda sobre ele, depois da divulgação do vídeo da reunião ministerial. Nele, Weintraub deu o início a série de ofensas ao STF e juízes. Tendo seus direitos políticos cassados e acusações de crime contra a segurança nacional, Weintraub pretende deixar o país o mais rápido possível.

Em nova revisão do Ipea, IPCA é projetado a 1,8% para 2020

Na última sexta-feira, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou a sua projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) para o ano de 2020. Nesta análise, o Ipea projetou um aumento de 1,8%, ante 2,9% de aumento de sua última análise, feita em março deste ano.

A revisão da projeção foi principalmente devido ao impacto deflacionário que a crise pela pandemia de Covid-19 instaurou nestes últimos meses. Os serviços foram muito afetados pelo isolamento social, especialmente os segmentos voltados ao turismo, com itens como passagens aéreas, hotéis e pacotes turísticos, sendo que a taxa prevista para este setor foi de uma alta de 2,2% para o ano de 2020. Já o setor de bens de consumo foi menos afetado durante a pandemia do Covid-19 e a projeção do Ipea foi de uma alta de 1% para este ano.

A meta do Banco Central (BC) para este ano é de 4%, e o acumulado dos últimos 12 meses foi de apenas 1,88%, que mesmo com a margem de 1,5 ponto

percentual para cima ou para baixo, estaria abaixo da meta. Para o ano de 2021 a expectativa é de um aumento de 3,1% na inflação oficial do país.

Mansueto diz que o Brasil ganhou uma janela de 2 anos para a aprovação das reformas fiscais

Em videoconferência promovida pelo Infomoney, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, disse nesta última quinta-feira, que acredita que com o cenário atual, de juros baixos e também de liquidez elevada no país e no mundo, que o Brasil ganhou um período um pouco maior do que 2 anos para a aprovação das reformas fiscais.

Ainda, Mansueto alertou que se o governo não conseguir aguentar uma possível pressão do Congresso por um maior número de medidas para estímulo fiscal, que o Brasil corre o risco de reversão de cenário, aumentando a incerteza e o risco-país, podendo ter que elevar a carga tributária para realizar ajuste fiscal.

Em relação a atuação do Tesouro, Mansueto disse que o foco para este ano serão fazer leilões em grande quantidade, principalmente de curto prazo, para conseguir financiar os grandes gastos de 2020.

Internacional

Reino unido encontra droga eficaz no combate à COVID-19

O Reino Unido apresentou um grande avanço no combate ao coronavírus. A droga vem sendo testada em pacientes infectados que estão hospitalizados. O medicamento em questão é composto por esteroides de dexametasona e apresenta grande eficácia, principalmente para pacientes em respiradores. Somado a isso, a dexametasona possuí um baixo custo; apenas R$35,00 para um tratamento de 10 dias.

Estatisticamente, esta eficácia representa uma redução no risco de morte de 40% para 28% para pacientes em respiradores, e de 25% para 20% para pacientes que necessitam apenas de oxigenação. Isto indica que para um número de 8 pacientes que necessitam de respirador, 1 seria salvo por conta do medicamento.

Ainda assim, pesquisadores pedem para a população não “sair tomando o remédio”. Isso porque a dexametasona está sendo testada em pacientes em estado grave, em um ambiente monitorado. Ainda não se sabe os efeitos colaterais em pacientes infectados com sintomas mais leves.

Suprema Corte vai contra Trump, e campanha do presidente é afetada

O presidente americano é contrariado por juízes, que ele mesmo nomeou. O desentendimento entre Trump e a Suprema Corte ocorreu 3 vezes na última semana. Na primeira, a Corte (incluindo juízes conservadores) votou contra o presidente, na decisão de proteger os direitos dos trabalhadores LGBTQI+. Também foi rejeitado o recurso de Trump para estender o direito de porte de armar e também penalizar as politícas de imigração das “cidades santuário”. Por fim, juízes conservadores se uniram à Corte para bloquear a tentativa de Trump de derrubar o programa que protege os “dreamers”, crianças e jovens que vieram ilegalmente para os EUA e, hoje, somam 700 mil.

Ests desencontros entre Trump e seus juizes prejudicam a principal proposta de Trump em sua primeira campanha. Em sua primeira corrida presidencial, Trump se orgulhava de construir uma forte base conservadora, formada por juízes “formidáveis”. Desde a eleição, Trump conseguiu 195, das 860 cadeiras da Suprema Corte.

Falhando com seus juízes “formidáveis”, Trump articula sua nova campanha. Nomear novos juízes.

 

Principais índices financeiros


Bolsa

O Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta pelo quarto dia consecutivo, aos 96.572 pontos. Em uma semana considerada atípica pois a bolsa aqui no Brasil foi mais influenciada pelo noticiário econômico interno do que pelas notícias no exterior, a alta acumulada foi de 4,07%

Nos últimos dias, os olhares dos investidores estavam voltados para o mercado interno e pelos incentivos do Banco Central e da equipe econômica do governo, incluindo fala do Paulo Guedes sobre a retomada da agenda de reformas, que teve uma visão otimista para o mercado. Além disso, a semana foi marcada por mais uma decisão de corte na taxa Selic pelo COPOM, que atualmente está em 2,25% a.a., o que pode significar um certo fluxo de investidores para ativos de maior risco, uma vez que a renda fixa passa a ter taxas menos atrativas.

No noticiário corporativo, entre os destaques está a CVC (CVCB3), que anunciou que espera retomar suas atividades por completo a partir do primeiro dia do próximo mês, o presidente do grupo declarou que o período de quarentena foi aproveitado para acelerar o processo de digitalização. Além disso, a Metalfrio anunciou que está analisando a realização de uma oferta pública de ações da companhia, porém, ainda não há definição sobre o volume ou cronograma da oferta.

 

Dólar

A moeda americana fechou a semana em alta de 5,41%, incorporando os riscos do atual cenário. Apesar de estímulos dos bancos centrais terem permitido um saldo positivo na semana, os riscos de uma segunda onda do

coronavírus passaram a chamar mais atenção na China e nos EUA e levaram o dólar comercial a fechar a sexta feira cotado a R$ 5,48.

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